NOTÍCIAS

14/02/2019 Notícias, arquivo de notícias

Vereadores criticam tarifação da Casan, estragos das chuvas e concessão de alvarás

Em Sessão Ordinária realizada nesta quarta-feira, 13, três assuntos repercutiram durante o Expediente na Câmara Municipal de São José: Casan, tempestades e alvarás. As questões envolvendo a tarifação por parte da empresa pública, o estrago causado pelas chuvas e a dificuldade de empresários da cidade foram debatidos pelos parlamentares Nardi Arruda, Moacir da Silva, Alini Castro e Sandra Martins em Tribuna.

 

Coube ao vereador Nardi Arruda (PSD) criticar a tarifação proposta pela Casan, objeto de consulta pública pela ARESC, de reduzir alguns valores e majorar outros. "Trata-se de uma situação calamitosa envolvendo a questão da Casan e a tarifação que está em consulta pública feita pela ARESC que diz visar reduzir a tarifa mínima de água para R$ 30. Pelo contrário. Vai beneficiar quem não usa água. Aquele que tiver com seu imóvel fechado, vai deixar de pagar uma taxa de R$ 44 para pagar R$ 30. Porém, todos os demais, aqueles que consomem água, vão pagar mais caro, de 12% a 18%", destacou.

 

Da mesma forma, o vereador Moacir da Silva (PSD) alertou para a importância do debate sobre os planos de saneamento e resíduos para São José. "É uma discussão profunda que vai além da cobrança. Por isso se discutiu a necessidade da integração dos planos de saneamento básico para saber onde a cidade está e o que precisa na área dos resíduos sólidos, drenagem, esgoto, além de determinar o que as companhias terceirizadas façam. O que se quer fazer, é que a Casan receba só quando a rede estiver realmente ligada, caso contrário, que o valor pago possa ir para um fundo de políticas que façam a efetiva implantação do serviço", explicou.

 

Outra questão relevante partiu da vereadora Alini Castro (MDB) ao apresentar fotos da situação do Educandário Santa Catarina após as recentes tempestades. O espaço, que lida de mais de 400 crianças, sofreu danos e, segundo a parlamentar, precisa de doações para voltar a oferecer condições aos alunos e funcionários. "Faço apelo às pessoas que possam contribuir, além do trabalho voluntário, com dinheiro porque eles começaram os trabalhos imaginando que iriam gastar um valor, mas como o telhado ficou destruído, além de danos no madeiramento, parte elétrica e outros consertos, aumentaram os custos da obra", ressaltou a vereadora, citando a necessidade de cerca de R$ 160 mil para os reparos.

 

Por fim, coube a vereadora Sandra Martins (PSDB) tocar em um importante tema na Tribuna: a dificuldade na concessão de alvarás. "Uma comerciante me procurou, pois está desde 2017 tentando a concessão e seu processo fora extraviado por três vezes. O pior disso não é extraviar a documentação dela, é ainda ter que pagar taxas novamente. Nós, sendo representantes do município, como vamos dizer à empresária que o tempo venceu e novamente ela terá que pagar as taxas? Vou fazer um requerimento para convidar o Secretário da Receita para nos esclarecer alguns assuntos", frisou.

 

A próxima Sessão Ordinária acontece na segunda-feira, 18, a partir das 16h.