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14/08/2018 | Atualizado em (14/08/2018 - 16:19) Notícias, arquivo de notícias

Aprovada criação da Semana de Conscientização e Combate ao Feminicídio e Violência contra a Mulher

A Câmara Municipal de São José aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei nº 08/2018 que institui a “Semana de Conscientização e Combate ao Feminicídio e Violência contra a Mulher”. A proposta inclui ações a serem realizadas entre os dias 1º e 8 de março de cada ano. O Projeto ainda volta ao Plenário para segunda discussão, mas já rendeu diversas manifestações, em Tribuna, dos vereadores josefenses na Sessão Ordinária do dia 13 de agosto.

 

Autora da matéria, a vereadora Sandra Martins (PSDB) lamentou que, mesmo após os 12 anos da Lei Maria da Penha, celebrado em 7 de agosto, nunca se ouviu tantas notícias de agressões às mulheres. "Este tipo de violência cresce a cada dia no país, não sendo diferente no estado e na nossa cidade. Geralmente, o feminicídio é o último ato desta triste sequência, sendo promovido por membros da própria família", ressaltou.

Ver. Sandra citou aniversário da Lei Maria da Penha

 

Na mesma linha, a vereadora Méri Hang (PSD) salientou a criação da Bancada Feminina no Legislativo josefense, ressaltando seu papel no amparo à mulher. "Não tenho dúvidas que devemos trabalhar a conscientização para que as mulheres vítimas de violência façam a denúncia. Para que elas tenham o amparo e posterior encaminhamento", citou.

 

Já a vereadora Alini Castro (MDB) voltou a defender a presença do IGP em São José para exames do corpo de delito, além de destacar que mesmo que a mulher não queira dar continuidade no processo, a denúncia segue após a realização do Boletim de Ocorrência. "Acredito que essa semana vai contribuir muito com a vida desta mulher, com a família. Nós precisamos fazer a nossa parte e somos sensíveis à necessidade dessa mulher vítima de violência. É uma forma de poder ajudá-la. Se não deu certo um relacionamento, não quer dizer que ela não possa ter a oportunidade de se relacionar de novo", completou, tendo fala acompanhada pela quarta parlamentar na Câmara Municipal de São José, a vereadora Cristina de Sousa (PRB). "Como poder público, precisamos dar um apoio, inclusive com a criação da procuradoria da mulher na Câmara. Além disso, fazer com que o ônibus Lilás, que dá acompanhamento e espaço para vítimas da violência, volte à nossa cidade", frisou.

Ver. Méri ressaltou papel da Bancada Feminina na Câmara

 

Além das quatro vereadoras, os parlamentares também foram unânimes na defesa do PL. Eles citaram desde questões culturais até a função do poder público em fazer com que a lei saia do papel. "Nós temos que fazer valer essa lei para que o poder Executivo tome providências e faça  ações e oficinas, em especial ao público masculino, ensinando os meninos que as mulheres têm condições de igualdade. O homem acha que é dono da mulher. Temos que quebrar isso desde cedo, pois é uma cultura antiga que precisa ser modificada", ressaltou o vereador André Guesser (PDT).

 

Já o vereador Antônio Lemos (MDB), em sua manifestação na Tribuna, pediu mais eficiência ao poder público. "A maior violência contra a mulher é ela precisar de um IGP e não ter, é precisar de um PAEFI e não ter. Um violentador que sabe que não terá uma repressão, seguirá numa escalada cada vez maior, culminando no assassinato daquela mulher que procurou ajuda no estado e não teve resposta", salientou.

 

Da mesma forma, o vereador Sanderson de Jesus (MDB) citou o papel do estado, mas alertou para a importância da denúncia, da realização do exame de corpo de delito e produção do BO. "Se a mulher que está sofrendo esta repressão não procurar as autoridades, vamos ficar enxugando gelo, reclamando do poder público, culpando a prefeitura", destacou, pedindo ainda que a lei saia do papel sendo posta em prática. 

 

A próxima Sessão Ordinária acontece nesta quarta-feira, 15, a partir das 16h.