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27/03/2018 | Atualizado em (28/03/2018 - 15:52) Notícias, arquivo de notícias

Vereadores pedem providências sobre esgoto despejado na Bacia de Barreiros

A situação do esgoto despejado na Bacia de Barreiros foi tema de diversas manifestações na Tribuna durante a Sessão Ordinária desta segunda-feira, 26, na Câmara Municipal de São José. A pauta surgiu da discussão e posterior aprovação do Requerimento nº 131/2017, do vereador Sanderson de Jesus, pedindo ao Diretor de Operação e Meio Ambiente da Casan e ao Diretor Municipal da Vigilância Sanitária para que tomem providências quanto ao esgoto despejado no local que apresenta manchas escuras e mau cheiro.

 

Em sua fala, o autor do requerimento destacou as condições dos rios Três Henriques, Bücheler e Araújo, frisando a necessidade de unir ações para o combate às ligações clandestinas. "É algo que vem ao longo de anos, mas essa pauta do saneamento não pode ficar fora das discussões do parlamento. Não vejo nenhuma ação da Casan para tapar essas ligações clandestinas, para multar essas pessoas. Se estão fazendo, nós não conhecemos", alertou o vereador Sanderson de Jesus (PMDB).

 

Já o vereador Edilson Vieira (PSDB) lembrou o trabalho para despoluição da Beira-Mar Norte, em Florianópolis. "O projeto da Capital para despoluição da Beira-Mar só será possível na nossa baía se começarmos a despoluir os nossos rios. É inadmissível, em pleno século 21, termos a população jogando esgoto nos nossos rios", sinalizou.

 

Coube ao vereador André Guesser (PDT) recordar de outro requerimento aprovado pela Casa, em dezembro, acerca das localidades onde há rede de água e esgoto da Casan. "Não recebemos ainda a resposta, mas vamos somar aquela cobrança a esse novo requerimento", reforçou.

 

A discussão ainda recebeu as manifestações em Tribuna dos vereadores Nardi Arruda (PSD) e Moacir da Silva (PSD), ambos engenheiros, sendo que o segundo da área sanitária. Nardi salientou que a Casan cobra do contribuinte o mesmo valor de água e esgoto, independente da residência estar ligada na rede. "No Bela Vista, por exemplo, há a ampliação do sistema de água e esgoto. Após a finalização deste serviço, no dia seguinte a Casan já dobra o valor da conta de água para cobrar a taxa de esgoto, pois a rede estará em operação", explicou o parlamentar questionando qual a garantia de o morador ter ligado o esgoto na rede.

 

Da mesma forma, o vereador Moacir da Silva (PSD) recordou que, de acordo com os sanitaristas, o valor a ser cobrado de taxa de esgoto deveria ser 80% da de água, mas a Casan adota os 100%. Ele ainda frisou a importância da análise do próximo acordo com a prefeitura, já que o atual é de 1997. "Na minuta do contrato e programa já consta como obrigação da companhia a ligação domiciliar. Hoje, ela simplesmente coloca a rede e deixa o problema com o morador. Mesmo ele não ligando, a Casan cobra", disse.

 

Por fim, o vereador Michel Schlemper (PMDB) alertou para uma série de projetos que virão para a Câmara Municipal de São José, passando por audiências públicas nas comunidades, para regulamentar água, esgoto, saneamento básico, entre outros. "Está tramitando na Casa também o PL de autoria da prefeita que trata da política municipal de saneamento ambiental, água potável, esgoto sanitário, resíduos sólidos. Temos a oportunidade única de estarmos juntos com quem entende do assunto para debatê-lo e formalizar questões tão importantes", destacou.